fonte de contaminação
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Ainda que esteja a cumprir a distância de segurança, há superfícies no escritório que devem ser frequentemente desinfetadas: maçanetas, interruptores, corrimões, telefones e computadores.

Distância de segurança de, pelo menos, dois metros, acrílicos, máscaras, horários em espelho e menos aglomerados de pessoas num mesmo espaço são algumas das recomendações para o regresso gradual aos escritórios. Porém, uma maçaneta de uma porta, um interruptor ou um computador — as designadas “superfícies de alto contacto” –, podem ser ainda mais perigosos caso se encontrem contaminados pelo vírus da Covid-19.

O alerta é da empresa de integração de serviços gerais, ISS, e baseado num estudo da Sociedade Americana de Microbiologia, apresentado na Interscience Conference on Antimicrobial Agents and Chemotherapy, que demonstrou que estas superfícies de contacto mais frequentes podem infetar entre 40 a 60% dos trabalhadores, em menos de quatro horas, se não forem devidamente higienizadas.

Por isso, a ISS criou o protocolo de desinfeção e higienização Pure Space, onde reúne as boas práticas e ainda um dispositivo que consegue analisar a quantidade de microrganismos presentes nas superfícies e verificar a eficácia a desinfeção.

“As empresas necessitam de restabelecer a conexão física entre os trabalhadores e os espaços, criando confiança na segurança do local de trabalho. Estamos num momento decisivo que marcará as próximas décadas e, neste sentido, estamos convencidos de que não se tratam de mudanças pontuais, mas da transformação de dinâmicas que afetarão a médio e longo prazo os serviços de facility management, refere Alex Díaz, diretor do service excellence da ISS, citado no comunicado.

No mesmo estudo, verificou-se que o vírus se tinha propagado na maioria das superfícies e objetos de uso comum do escritório, tais como equipamentos informáticos, corrimões e telefones. Conclui-se que, atualmente, os espaços de trabalho são ambientes potencialmente favoráveis ao desenvolvimento de focos de propagação do vírus.

Um pouco por todo o mundo, há empresas a criar soluções para ajudar as empresas a regressar ao escritório. Como é o caso da Cushman & Wakefield que, no guia Six Feet Office, propõe ainda que os trabalhadores circulem no sentido dos ponteiros do relógio, para evitar aglomerados e manter a distância física de segurança; a redistribuição de horários de saída e de entrada; e, ainda, a instituição de políticas de secretária limpa e a criação de zonas com cacifos ou outros locais de arrumação.