menu restaurante
Print Friendly, PDF & Email

Os restaurantes e similares vão poder funcionar até às 00:00 a partir de sábado, com tolerância até à 01:00 para saírem todos os clientes e encerrarem os estabelecimentos, disse hoje Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna.

No final da reunião do Conselho de Ministros, o governante explicou que esta “clarificação teve em conta o diálogo com os autarcas”, nomeadamente “da área do Algarve e outras regiões com uma significativa relevância da atividade turística”, tendo em conta “o que são as dinâmicas normais nesta altura do ano”.

Eduardo Cabrita explicou que estas conversas “justificam por um lado a alteração da hora de funcionamento dos restaurantes e unidades similares das 23:00 para as 00:00”, mas com “uma hora de efetivo encerramento”.

“Esse período entre a meia-noite e a uma da manhã destina-se a permitir a conclusão de uma refeição devendo existir um encerramento efetivo dos estabelecimentos, nos quais não deve permanecer qualquer pessoa a partir da uma da manhã”, alertou o ministro.

Quase 40% das empresas de restauração e bebidas e 18% do alojamento turístico tencionam avançar para insolvência, de acordo com o inquérito mensal da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) divulgado em 02 de julho.

“No setor da restauração e bebidas, 38% das empresas ponderam avançar para insolvência, dado que a esmagadora maioria refere que não irá conseguir suportar os encargos habituais, como pessoal, energia, fornecedores e outros, a partir do mês de julho”, lê-se nesse comunicado.

“Para as empresas inquiridas, a faturação do mês de junho foi dramática, com mais de 24% das empresas a registarem perdas superiores a 40%, 22% com quebras homólogas superiores a 60% e 12% com uma quebra acima dos 90%”, acrescentou.

De acordo com inquérito da AHRESP, o acesso ao ‘lay-off’ simplificado para apoio ao pagamento de salários “tem sido uma constante desde abril”, sendo que “mais de 87% das empresas recorreram a este mecanismo, tendo 93% prorrogado para maio, 76% para junho, e cerca de 69% tenciona prorrogar para julho”.

Sem o ‘lay-off’ em julho, “mais de 54% das empresas referem que não terão condições para pagar salários no final do mês”.